terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Abro Minhas Asas - Joana Tiemann






Joana Tiemann

 Abro minhas asas e sigo viagem
Na bagagem fé e amor
A minha coragem me transporta
A tua espera me conforta

Eu só te peço
Deixe aberta a porta
Eu voltarei sorrindo todos os dias
Quem voa livre, sempre volta.

(JOANA TIEMANN)


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Foto do perfil de Ricardo CasatiFoto do perfil de BARUCK SILVA POETAFoto do perfil de Alma das Rosas Gardner

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Crônica da meia-idade, ou ...


Crônica da crônica vida de um meia-idade



Que todo mundo se canse de falar, prosear e quase poetizar, estar jovem em qualquer idade é muito legal, mas estar jovem quando se é de fato, é bem mais legal.
Infelizmente acontece apenas uma vez, uma curta vez, numa brevidade que vê o tempo a voar.
Estar jovem na meia-idade, ou idade inteira, pode durar quase toda a vida, pelo menos pra alguns, cuja eterna juventude está na alma, e comanda mente e coração.
Crônica dos cômicos detalhes da vida, quando se é jovem numa roda de amigos e a conversa rolando daqui pra lá com respeito as baladas, boas meninas e galera de hoje, de amanhã, do final de semana, do mês e dos próximos dez anos. E quando se é meia-idade num grupo de amigos iguais, mesmo se sentindo jovens, girando e se pegando na conversa sobre dor aqui e dor acolá, doença ali e remédio para cá e dos bons proctologistas, cardiologistas e fisioterapeutas por aí (risos).
Cômica evolução, da gandaia para o escangaia (o popular de escangalha).
Bom, rir da própria vida não deixa de ser uma forma saudável de viver e aproveitar cada segundo, em função desta plena consciência, entendimento e valorização dela. Fora todo o benefício de fazê-lo com humor.
Como dito outra vez, não existe um só dia em que vivemos na nossa vida, que não seja um a menos na soma de todos os dias dela.
Não perca tempo na vida, mas perca mais tempo ainda fazendo ela valer a pena.
Portanto, mesmo com o nosso CG (centro de gravidade) um pouco deslocado, fazendo-nos parecer grávidos, depositamos toda essa rica massa muscular (0,000005%) sobre uma Fat Boy ou similares e saímos pelo mundo, praticando a nossa flatulência (risos) e curtindo tudo, por todos os cantos e estradas destas terras curvilíneas.
Lembro bem, do início da vida corporativa na empresa, quando nela existiam vários “sinhorzinhos”, de uma sabedoria incrível, que a gente chamava de “Seu” Armando, “Seu” Tupinambá e outros “Seu”. Agora nos pegamos pelos corredores e reuniões com os mais jovens se utilizando, pra nos cumprimentar ou se pronunciarem, este popular pronome de tratamento “Seu”.
E que tratamento, somos pra eles hoje o que aqueles “sinhorzinhos” eram pra nós anos atrás. Poxa!!!
Sem problema, mas existe algo diferente no ar, pois nem os ditos meia-idade são mais os mesmos.
Parece papo de coroa querendo ser jovem, mas não é, pois naturalmente a nossa vida continua em pleno e constante movimento, principalmente quando se é motociclista ou triciclista. Não tem parada.
Algumas evidências deste fato estão no nosso dia-a-dia, quando encontramos as nossas calças jeans com um dos filhos dentro, quando ficamos “p” da vida pra saber onde eles enfiaram o nosso LP Black Sabbath do Black Sabbath e outros, quando a gente fala pra eles já crescidinhos que vamos cair na estrada e não sabemos bem quando voltamos, quando vira-e-mexe citamos em termos de cultura que eles são caretas, quando presenciamos eles ouvirem de amigos e a contragosto que seus pais são “cool”, quando é notório que temos mais amigos “descolados” e em quantidade do que eles no Facebook, …
Sob as diversas formas de observar esta nossa existência, se percebe uma dualidade que não é antagônica e conflitante, mas que não oferece condição de avaliarmos a verdadeira dimensão de ser jovem e meia-idade, mostra apenas as suas diversas combinações, e que em cada um de nós, e a seu modo, se pronuncia num estado de ser, numa mistura única.
Pessoalmente, estamos ávidos por explorar todas as combinações desta mistura, vivendo o melhor do novo e velho, da ousadia e equilíbrio, da R1 e Road King, da pista e trilha, da pressa e paisagem, do bate-volta e camping, … e a cada parada, deixar que ela continue a ser única.
Dose e viva a medida exata de sua existencial mistura.
Fonte: Autor Reinaldo Brosler - VP Águias do Vale MC - Administrador do site Riders Of Freedom


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Passa Tempo - versos de Marina Rabelo





Uma madrugada
A dois

Às três da manhã
De quatro
De cinco maneiras

E seis longos beijos

Às sete despedida
De oito minutos
Até a volta

Até às nove
Conto até dez
E a saudade já se faz conta
Na folha rabiscada
Com seu nome em vermelho

E quando chega a noite
Tendem ao infinito
Nossos beijos


Marina Rabelo
Natal, RN, Brasil


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

E tudo mudou!


E tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone


A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...

... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças
Luis Fernando Veríssimo.


Luis Fernando Veríssimo

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Derrame - Atraversando

Diz o ditado que:
o ditador dita a dor
o governador governa a dor
o trabalhador trabalha a dor
o plantador planta a dor.

E o poeta, sem ofício,
Encantador.

(PAULENRIQUE, 1985)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

#FelizAnoNovo



Um Feliz 2014 com muito humor, games e tecnologia!





Pessoal já comecei a contagem regressiva para 2014, e daqui a pouco vou pegar estrada!
 Como não vou poder estar online, deixo aqui uma brincadeira para as crianças, são 02 desenhos para colorir sobre o ano novo
As crianças e a Queima de Fogos do Reveillon!
Contagem Regressiva
Boa Copa para Todos!
Perdoa nossas dívidas!


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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ELOGIO À DOR by Marla de Queiroz

transFLORmar-la: ELOGIO À DOR:
Que possam se doer em paz os que sofrem: por angústias existenciais, 
desamor ou qualquer coisa que pareça banal. 
Que possam, simplesmente, silenciar e não sorrir naquele dia. 
Que possam entrar em contato profundo com o trecho machucado de sua vida, 
com a garganta magoada pelo choro engolido, com a vontade da desistência.
(continua no blog da Marla)




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